segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Deus e homem

Falar de Deus significa, para o judaísmo, falar de sua Lei, pela qual se pronunciam a vontade e o mandamento de Deus. Como Deus proclamou sua vontade pela palavra, não existe outra fonte de revelação, senão essa palavra.
Conforme a convicção do judaísmo, só se concebia quem era Deus e o que ele exigia dos homens conhecendo-se sua palavra. Unicamente o Deus de Israel era o Deus verdadeiro, de cuja santidade falava com muito respeito. Não se pronunciava o nome de Deus, para evitar a culpa por abuso ou profanação. Como se evitava cuidadosamente pronunciar o nome de Deus utilizava expressões descritivas. Muitas vezes se dizia “o Santo, bendito seja ele”, ou “o Altíssimo”, “o Eterno”, “o Onipotente”, “o Venerável”, “o Senhor do céu” e outras expressões semelhantes.
A idéia do futuro julgamento de Deus determina a fé e a ação do judeu piedoso, que sabe, a partir da Lei de seu Deus, o que deve fazer aqui na terra e o que lhe será perguntado no julgamento. É tarefa do homem obedecer a Deus e agir conforme a sua vontade. Através do cumprimento dos mandamentos como por obras voluntárias de caridade e esmolas, adquirem-se méritos, que podem ser reivindicados perante o tribunal de Deus. Por isso, o judeu fica contente com cada ocasião que lhe oferece a oportunidade de fazer o bem.


1. LOHSE, Eduard. Contexto e ambiente do Novo Testamento. São Paulo: Paulinas, 2000.
2. TASSIN, Claude. O judaísmo: do exílio ao tempo de Jesus. São Paulo: Paulinas, 1988.
3. OTZEN, Benedikt. O judaísmo na antiguidade: a história e as correntes religiosas de Alexandre magno até o imperador Adriano. São Paulo: Paulinas, 2003.

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